
(Foto/Divulgação)
Presidente da Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau), Rui Ramos, destacou que a construção da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) será decisiva para manter o abastecimento de água para Uberaba, sem interrupções.
Durante a assinatura do contrato com o consórcio Uberaba Sustentável – HTV, liderado pela Hidroconsult Consultoria Estudos e Projetos Ltda., de São Paulo, para supervisão das obras do Programa Desenvolve Uberaba, Ramos destacou que a capacidade atual, de tratamento de 1,2 mil litros/segundo limita o fornecimento de água sem interrupções, como vem ocorrendo desde o início do período de estiagem.
Com a nova estação, além dos atuais 1,2 mil l/s, serão tratados outros 600 l/s, podendo chegar a 900 l/s, perfazendo um total de 2,1 mil litros por segundo.
“Uberaba sofre com a falta de água há mais de 30 anos. Não podemos tratar essa questão com soluções paliativas. A estiagem de 2025 demonstrou que o rio Uberaba e o rio Claro somados não conseguem abastecer a cidade. E outro grande problema que temos é o limite de capacidade de tratamento de água. Muita gente reclamando que temos chuva e não temos água. Mas é que temos três estações de tratamento que não conseguem atender o que Uberaba precisa”, disse Rui Ramos.
Segundo o presidente da Codau, o pico de consumo desde o início da estiagem até a virada do ano chegou a 1,5 mil litros por segundo. “Por isso, o projeto Desenvolve Uberaba é muito importante, pois contempla uma nova estação de tratamento de água, que no primeiro momento fará o tratamento de 600 l/s e depois chegará a 900 litros por segundo. Aí sim, resolveremos o problema em definitivo, sem a queda de nível na captação e no tratamento”, garantiu Rui Ramos.
Na segunda-feira (5), o vereador Tulio Micheli (PSDB) protocolou denúncia no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitando a apuração de possíveis irregularidades no serviço de abastecimento de água em Uberaba. O parlamentar apontou problemas estruturais que, segundo ele, se arrastam há anos e se agravaram a partir do segundo semestre de 2025. Entre as principais queixas estão a insuficiência da capacidade das Estações de Tratamento de Água (ETAs), o racionamento recorrente sem regulamentação formal e a falta de transparência nos critérios técnicos adotados pela autarquia.
Conforme Rui Ramos, os problemas serão solucionados com a conclusão das obras de captação de água no rio Grande e a nova estação de tratamento.