Ministério da Saúde divulgou os indicadores do programa Previne Brasil referente ao segundo quadrimestre deste ano e o desempenho de Uberaba se manteve praticamente igual ao da avaliação anterior. Dos sete critérios analisados, quatro tiveram pequeno avanço e três apresentaram leve retração.
O Previne Brasil é um programa federal que avalia, a cada quatro meses, serviços desenvolvidos pelas unidades de saúde da Atenção Básica para fazer o repasse do incentivo financeiro aos municípios. O programa monitora sete indicadores de saúde: as consultas de pré-natal, atendimento odontológico na gestação, realização de exames para sífilis e HIV em gestantes, cobertura de exames citopatológicos, vacinação, acompanhamento de pessoas hipertensas e solicitação de hemoglobina glicada para pessoas com diabetes.
Houve pequeno crescimento no acompanhamento de pessoas com diabetes. O índice de consultas com coleta de hemoglobina glicada foi de 17% para 19% do primeiro para o segundo quadrimestre de 2024. A meta federal seria um índice de 50%.
Também foi observada discreta melhora quanto ao atendimento para aferição de pressão de pacientes hipertensos. O índice era de 24% no período de janeiro a abril deste ano e aumentou para 25% no último quadrimestre. Porém, segue abaixo da meta do Ministério da Saúde, que é de 50%.
Além disso, os dados mostram aumento no índice referente à cobertura de exames citopatológicos. A proporção de mulheres com coleta de citopatológico subiu de 20% para 21% no período observado. Entretanto, a meta prevista pelo Ministério da Saúde era de 40%.
O mesmo ocorreu em relação à proporção de crianças de um ano de idade vacinadas na Atenção Primária contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, infecções causadas por Haemophilus influenzae tipo B e poliomielite inativada. Uberaba apresentava índice de 69% nos primeiros quatro meses deste ano. O resultado subiu para 70% no período de maio a agosto. Ainda assim, a meta federal não foi atingida, que é um percentual de 95%.
Por outro lado, caiu o percentual de gestantes com, pelo menos, seis consultas pré-natal realizadas. A média de mulheres que realizaram o pré-natal diminuiu de 29% para 27%, enquanto a meta do Ministério da Saúde é 45%.
Também houve retração no critério referente a gestantes com a realização de exames para sífilis e HIV. O município tinha alcançado o índice de 47% no quadrimestre anterior. O desempenho caiu para 45% de maio a setembro deste ano.
Outra queda foi no índice de gestantes com atendimento odontológico, que reduziu de 42% para 41% no comparativo entre os dois quadrimestres. A meta federal é de 60%.