Foto/ Neto Talmeli
Paulo Piau assegura que a entidade sai na hora que a Justiça mandar ou na hora que não cumprir as metas
Com os questionamentos levantados sobre a situação financeira da Pro-Saúde e a capacidade para o gerenciamento das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), o prefeito Paulo Piau (PMDB) afirma que a sindicância servirá para verificar se a entidade está cumprindo as metas e pré-requisitos previstos no contrato de prestação de serviço em Uberaba. A abertura do procedimento já foi determinada no fim do ano passado pelo chefe do Executivo.
Piau declara que a sindicância foi resultado do trabalho promovido pelos vereadores na Comissão Especial de Inquérito, que apontou eventuais falhas e correções necessárias. Sendo assim, ele afirma que a Prefeitura deve se movimentar para conferir se as exigências contratuais estão sendo cumpridas.
Questionado, o prefeito reforça que a entidade não permanecerá na gestão das unidades se a sindicância apontar que as metas estão sendo descumpridas. “A Pro-Saúde vai sair na hora que a Justiça mandar ou na hora que não cumprir as metas. Se prestar serviço que não seja de qualidade e não cumprir as metas, claro que estará fora. Enquanto estiver cumprindo seu papel e as metas, não vejo razão para tomar qualquer medida maior”, acrescenta.
A Prefeitura já responde a processo na Justiça para suspender o contrato com a Pró-Saúde e reassumir o gerenciamento das UPAs. Em novembro, sentença do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou prazo de seis meses para o município retomar a gestão das unidades. O prefeito afirma que a Prefeitura entrou com recurso para manter o contrato com a organização social.