Sindicalistas questionam reajuste da tabela de serviços aplicada pela Caixa Econômica Federal na conta dos servidores municipais. Funcionalismo denuncia que o valor da cesta de serviços subiu 300%. Para o sindicato, os novos preços podem ser resultado da renegociação entre a Prefeitura e o banco, que firmaram novo contrato em dezembro, para o gerenciamento da folha de pagamento do funcionalismo.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), Luís Carlos dos Santos, no ano passado, o menor valor da cesta era de R$5,60. Agora o custo saltou para R$19. “Não temos conhecimento sobre os detalhes da negociação da Prefeitura com a Caixa e, se isso trouxe reflexo no reajuste, tudo leva a crer que tenha interferência sim”, pondera.
O líder sindical se reuniu na segunda-feira com a gerência da Caixa Econômica para discutir o assunto. Segundo ele, os dirigentes do banco se comprometeram a apresentar até o fim da semana informações sobre o reajuste e o serviço cobrado. “Estamos aguardando essa tabela para inclusive questionar a Prefeitura também, se for o caso. O reajuste foi de quase 300% na cesta de serviços. Considerando o servidor de baixa renda, é um índice muito alto”, declara.
Além disso, Santos informa que o banco apresentou como alternativa a opção pela conta poupança, sem custos, para escapar do reajuste aplicado pela Caixa Econômica.
No final do ano passado, a Prefeitura rescindiu o contrato antigo com a Caixa Econômica, que venceria em 2018. Logo em seguida, foi aberto processo de dispensa de licitação e um novo contrato firmado com a instituição. A medida foi tomada para viabilizar o pagamento do 13º salário dos servidores, já que o banco injetou aproximadamente R$10 milhões nos cofres municipais.
A assessoria de imprensa da PMU foi acionada, mas em virtude do horário em que o Jornal da Manhã recebeu a informação, não foi possível um posicionamento oficial ontem, sobre o assunto.