POLÍTICA

Testemunhas no caso J.Júnior foram ouvidas pelo juiz nesta 2ª

Juiz da 276ª Zona Eleitoral, Habib Felippe Jabour, ouviu três das cinco testemunhas arroladas na Ação de Investigação Judicial Eleitoral

Thassiana Macedo
Publicado em 01/11/2016 às 00:24Atualizado em 16/12/2022 às 16:46
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Ontem, o juiz da 276ª Zona Eleitoral, Habib Felippe Jabour, ouviu três das cinco testemunhas arroladas na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que apura abuso de poder econômico e político, e corrupção eleitoral, pela oferta de terreno, benefícios e cargos na Prefeitura a candidatos a vereador do PEN, PSB e Pros. Duas testemunhas levadas por Lawrence de Melo Borges foram dispensadas.

A defesa do prefeito Paulo Piau e de João Ripposati, representada pelo advogado Jacob Estevam de Oliveira, pediu a contradita de duas testemunhas apresentadas pela acusação, sendo Rúbia Solange Silva e José Humberto Silva, sob o fundamento de interesse na causa. Segundo o advogado, a testemunha tem que ser neutra em relação ao caso e estar isenta, podendo conhecer os fatos, mas não pode ter interesse no resultado da causa. Rúbia, por exemplo, é amiga íntima e era assessora da candidata Célia Maria Rodrigues Silva. Já José Humberto é companheiro de Ana Nader e foi quem arranjou o equipamento para fazer a gravação do vídeo que flagrou Hermany Andrade Júnior, o J.Júnior, oferecendo terreno e cargos à candidata.

O magistrado acolheu os dois pedidos, mas ainda ouviu as duas testemunhas, embora os depoimentos não tivessem mais valor probatório, o que para a advogada Roberta Toledo Campos foi mais do que suficiente para a acusação, já que ambas as testemunhas confirmaram o teor da acusação, a respeito das propostas de dinheiro e outros benefícios.

Em seguida, foi ouvido o depoimento de José Mauri, testemunha arrolada por J.Júnior. Segundo os advogados, trata-se de funcionário do empresário, responsável por contratos. Jacob Estevam ressalta que ele teria feito o contrato de compra e venda do terreno no valor de R$55 mil, que Ariel de Oliveira alega ter sido supostamente doado a ele por J.Júnior em troca da renúncia. Em seu depoimento, Mauri teria dito que viu o dinheiro em cima da mesa de negociação, disse que não conhecia Piau ou Ripposati e que não ouviu nenhuma conversa sobre renúncia, confirmando a fala de J.Júnior.

Foi lembrado durante o depoimento que o fato ocorreu durante a greve dos bancários. Para a advogada Roberta Toledo, seria muito difícil Ariel ter R$55 mil em espécie para fazer a compra, visto que ele recebe R$2 mil por mês e que a coligação de Lerin supostamente não estaria ajudando os candidatos, como foi levantado por J.Júnior nas gravações. Neste sentido, ela juntou os extratos bancários de Ariel e Cláudio Isaías de Paula, bem como as fotos de Paulo Piau no aniversário de J.Júnior, que ocorreu depois que o prefeito já teria conhecimento das acusações contra o empresário envolveu seu nome, e uma pesquisa feita pela Faculdade de Ciências Econômicas que trazia a possibilidade de empate técnico entre Piau e Lerin e de segundo turno, demonstrando que a atitude de J.Júnior teria realmente desestabilizado a campanha de Lerin à Prefeitura de Uberaba.

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