Após troca no comando do Ministério da Justiça, o uberabense Beto Vasconcelos deixará a Secretaria Nacional de Justiça. A saída foi confirmada ontem à imprensa em Brasília. Ainda não há informação de quem assumirá como substituto no cargo. Beto declarou à imprensa que a decisão foi pessoal e não está relacionada com o pedido de demissão do ministro José Eduardo Cardozo, que deixou o Ministério da Justiça e a partir de quinta-feira (3) assumirá a Advocacia-Geral da União.
Vasconcelos ainda justificou que a saída do cargo de secretário já estava definida desde que o governo resolveu fundir as secretarias da Reforma do Judiciário e de Justiça no ano passado, criando uma supersecretaria no Ministério da Justiça. Além disso, ele afirmou que não faria sentido ficar à frente do novo órgão por mais alguns meses, pois havia decidido que o ciclo no governo se encerraria no segundo semestre.
Há 12 anos atuando no governo, Beto foi assessor do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, assessor jurídico da Casa Civil no governo Lula; secretário-executivo da pasta na gestão Dilma, e chefe de gabinete da presidente. Beto estava na SNJ desde fevereiro de 2015 e fará uma transição com o novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. O uberabense cumprirá quarentena de seis meses. Depois, provavelmente se dedicará à advocacia privada, gestão empresarial ou atuará em um organismo internacional, conforme informações extraoficiais do Palácio do Planalto.