FORAGIDO!!

Com goleiro Bruno foragido há 20 dias, MP pede que ele vá para regime fechado

Manifestação foi juntada pelo promotor Fernando Martins Costa nessa quinta-feira

Lucas Gomes/O Tempo
Publicado em 27/03/2026 às 10:24
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A Polícia Civil fluminense chegou a divulgar, nas últimas semanas, um cartaz em que o goleiro aparece como procurado pelas forças de segurança (Foto/Divulgação)

A Polícia Civil fluminense chegou a divulgar, nas últimas semanas, um cartaz em que o goleiro aparece como procurado pelas forças de segurança (Foto/Divulgação)

O Ministério Público do Rio de Janeiro voltou a se manifestar no processo que determinou a regressão do regime de prisão do goleiro Bruno Fernandes. O atleta está foragido desde o último dia 5, quando a Justiça fluminense revogou a liberdade condicional dele.
Em ofício assinado nessa quinta-feira (26/3), o promotor Fernando Martins Costa voltou a pedir que o goleiro, quando encontrado, seja encaminhado para um presídio em regime fechado. Inicialmente, a Justiça determinou o regime semiaberto. O juiz Rafael Estrela Nóbrega ressaltou que, no Rio, o regime é cumprido em estabelecimento prisional, salvo autorização específica para trabalho fora da unidade.

“Ciente da decisão de seq. 703.2, que indeferiu o pedido liminar em sede de habeas corpus impetrado pela defesa. Por oportuno, o Ministério Público reitera o pedido de regressão cautelar de regime para o fechado, nos termos do art. 118, inciso I, da LEP, e do posicionamento firmado pelo STJ, sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.347), com determinação de instauração de processo disciplinar para apuração de falta disciplinar grave, consistente no descumprimento das condições impostas ao apenado na decisão que deferiu a progressão de regime para o semiaberto harmonizado com prisão domiciliar”, alegou o promotor. 

Ainda conforme o ofício, Bruno descumpre várias imposições antes mesmo do livramento condicional, que foi revogado por conta dessas faltas. Nas palavras do promotor, isso demonstra “total descaso e falta de comprometimento do penitente (Bruno) com o efetivo cumprimento da pena imposta, consubstanciados por viagens para outros estados brasileiros, sem a devida autorização judicial, registrados e divulgados pelo próprio em suas redes sociais”.

A Polícia Civil fluminense chegou a divulgar, nas últimas semanas, um cartaz em que o goleiro aparece como procurado pelas forças de segurança. Desde o começo do mês, Bruno, que era ativo nas redes sociais divulgando treinos e o “Jogo do Tigrinho”, apagou os perfis. 

A liberdade condicional de Bruno foi revogada após diversos descumprimentos, como viagens a outros estados, ida ao estádio do Maracanã com direito a cerveja, e o não recolhimento noturno. Ele chegou a assinar com o Vasco/AC, onde disputou uma partida pela Copa do Brasil neste ano, mas a equipe acreana foi eliminada nos pênaltis.

A defesa de Bruno optou por não se manifestar. 

Família de Eliza pede agilidade

Em comunicado publicado nos últimos dias, Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, e Maria do Carmo, madrinha de Bruninho Samudio, acusam o sistema de Justiça de leniência e falhas graves na execução da pena do goleiro Bruno. Elas lembram que ele foi condenado por feminicídio e outros crimes em 2013, mas hoje está foragido, após anos em que não foi localizado para cumprir obrigações do livramento condicional, mesmo viajando e aparecendo publicamente em jogos e eventos.

Na carta, as familiares afirmam que Bruno “desfila impune” enquanto a família vive um “luto sem corpo” e o filho cresce sem ter onde velar a mãe, já que o corpo de Eliza nunca foi encontrado. Elas citam que o ex-goleiro se recusou duas vezes a fazer DNA, pagou apenas uma vez pensão atrasada para evitar prisão e não contribui financeiramente há quase quatro anos, questionando como um apenado que viaja para outros estados não é localizado pelo Judiciário.

As autoras dizem não pedir vingança, mas “justiça e cumprimento integral da lei”, pedem que Vara de Execução Penal e Ministério Público apurem todas as viagens não autorizadas e responsabilizem Bruno pela fuga e pelas violações. Elas alertam que o tratamento dado a um feminicida “envia a mensagem de que o crime compensa” e prometem seguir denunciando o caso para que Eliza seja lembrada como símbolo da luta por um país em que feminicidas não sejam tratados como celebridades.

Fonte: O Tempo

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