Prefeita Elisa Araújo (PSD) volta a rebater questionamentos sobre viagens realizadas pelo Executivo. Em entrevista à Rádio JM, ela disse que há “narrativa” e “erro proposital” na forma como os números vêm sendo apresentados. As manifestações estão no âmbito da derrubada da criação de Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar gastos com passagens e viagens da Prefeitura de Uberaba, proposta pelo vereador Marcos Jammal (PSDB), que perdeu assinaturas na propositura em meio a debate acalorado na Câmara Municipal de Uberaba.
Ao programa De Frente Para a Notícia, Elisa declarou que as investigações já estão em curso nos órgãos de controle. “Esse processo de investigação de viagens já está lá no Ministério Público, já está lá no Tribunal de Contas, devidamente sendo investigados pelos órgãos fiscalizadores”, ponderou. Elisa reforçou o compromisso com a transparência, declarando que todas as documentações solicitadas foram encaminhadas.
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A chefe do Executivo também questionou a motivação política do debate. “A maioria dos vereadores viram de perto que o interesse não era investigar, não era busca da transparência, mas sim busca de um palco político no ano eleitoral”, afirmou. Para Elisa, é preciso separar o que chamou de “desejos eleitorais” da função fiscalizadora do Legislativo.
Em contrapartida, o vereador alega que a documentação não chegou completamente a seu gabinete. Em seu pronunciamento após a retirada de assinaturas dos vereadores Ellen Miziara (PL) e Paulo César Soares, o China (PCdoB), Jammal acusou o Executivo de manobra para evitar a investigação.
Elisa ainda argumentou sobre os valores. Segundo ela, nos R$ 10 milhões citados pela oposição estariam incluídas despesas que não se referem apenas a viagens da gestão. “Os valores que são reais em torno de gastos com viagens dessa dotação orçamentária são 3 milhões para viagens da prefeita, de todos os secretários e adjuntos. Isso precisa ficar muito claro para a nossa comunidade”, pontuou.
Elisa explicou que o montante engloba contratos de locação de veículos utilizados por diversas secretarias, transporte de pacientes e despesas do Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Segundo ela, o transporte de pacientes para outras cidades faz parte dos valores contabilizados.
Ao rebater críticas sobre a soma das despesas em um mesmo código orçamentário, a prefeita foi enfática. “Não há erro. O erro é de quem fez a leitura lá no Portal da Transparência. É um erro proposital, muitas vezes, ou um erro por falta também de buscar informação”, declarou.