O aumento de denúncias de buracos e mato alto, aliado às críticas e descontentamento da população, levou a Prefeitura a contratar nova empresa para o serviço de tapa-buracos. A novidade foi anunciada pela prefeita Elisa Araújo (PSD), durante entrevista à Rádio JM.
Sobre os buracos nas vias, a prefeita destacou que Uberaba possui cerca de 1.600 quilômetros de asfalto e que parte significativa da malha viária é antiga. Segundo ela, o município já executou 300 quilômetros de recapeamento e prevê avançar em novas frentes, mas os trabalhos dependem das condições climáticas.
Elisa explicou que o serviço de tapa-buracos perde efetividade durante períodos chuvosos, já que o material aplicado pode ser comprometido pela água, o que contribui para o aumento das crateras e do incômodo para motoristas, ciclistas e motociclistas.
A partir desta terça-feira, a nova empresa terceirizada passa a atuar especificamente no tapa-buracos, priorizando trechos com maior fluxo de veículos e vias onde o asfalto é mais antigo. Segundo a prefeita, não há registros de buracos em locais onde o asfalto é novo.
A expectativa da administração municipal é que, até o fim de abril, haja avanço significativo na recuperação das vias e melhoria nas condições de tráfego na cidade.
Mato alto avança em Uberaba
Elisa Araújo reconheceu os problemas enfrentados pela população, principalmente em relação à limpeza urbana. “Em primeiro lugar eu reconheço que a gente precisa melhorar muito. Realmente esse ano o mato cresceu rápido e em volume alto”, afirmou durante entrevista ao programa De frente Com a Notícia, na Rádio JM.
Segundo ela, o crescimento acelerado da vegetação está ligado ao período chuvoso e às restrições legais. A prefeita explicou que anteriormente era possível utilizar produto químico para conter o avanço do mato, mas a prática foi proibida. “Antigamente a gente podia colocar o mata-mato, hoje em dia não pode mais, de uns anos para cá foi proibido pelo Ministério Público do Meio Ambiente e a legislação federal, enfim, não pode jogar o mata-mato”, explica.
De acordo com Elisa, em períodos de chuva e sol o mato pode crescer até cinco centímetros por dia, o que dificulta a manutenção. Para enfrentar a situação, a Prefeitura afirma ter ampliado equipes e contado com novos equipamentos. A gestora admitiu, no entanto, que houve dificuldades na contratação de pessoal no período de maior demanda, o que gerou um intervalo nos serviços. A expectativa, segundo ela, é que até o fim de março a situação esteja normalizada, também com a redução das chuvas.