ÚLTIMA AUDIÊNCIA

Entidades questionam revisão do Plano Diretor e pedem adiamento da votação

Marconi Lima
Publicado em 27/05/2026 às 21:04
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Audiência Pública sobre a revisão do Plano Diretor foi realizada na noite dessa quarta-feira na Câmara Municipal (Foto/ Rodrigo Garcia/CMU)

Audiência Pública sobre a revisão do Plano Diretor foi realizada na noite dessa quarta-feira na Câmara Municipal (Foto/ Rodrigo Garcia/CMU)

Com baixa participação popular, a Câmara Municipal de Uberaba (CMU) realizou na noite dessa quarta-feira (27) a última audiência pública antes da votação da revisão do Plano Diretor, segundo informação do Legislativo, prevista para as primeiras reuniões de junho. Durante o encontro, representantes de entidades classistas e movimentos sociais manifestaram insatisfação com pontos do projeto, especialmente nas áreas ambiental, habitação social e planejamento urbano e abastecimento de água.

Diante das críticas, o vereador Tulio Micheli (PSDB), autor do pedido da audiência, sugeriu o adiamento da votação para ampliar o diálogo sobre a proposta. Representando entidades como IEATM, Aciu e Sinduscon-MG, Daniel Rodrigues afirmou que parte das falhas do texto original foi corrigida após sugestões técnicas, mas defendeu a inclusão de mecanismos de controle e acompanhamento das metas do Plano Diretor, principalmente nas áreas de meio ambiente e habitação social.

Já o coordenador do Observatório Urbano, professor Leonardo José Silveira, criticou a falta de participação dos movimentos sociais no processo de discussão. Segundo ele, o debate sobre o Plano Diretor não pode se limitar à lógica econômica, sem considerar problemas enfrentados pela periferia, como ausência de equipamentos públicos, poeira, pulverização de agrotóxicos e falta de barreiras verdes.

Durante a audiência, também foi lida manifestação do ex-prefeito Anderson Adauto, apresentada pelo ex-presidente da Codau, José Luiz Alves. No texto, Anderson criticou decisões tomadas nas últimas administrações sobre o abastecimento de água em Uberaba. Ele afirmou que o projeto de captação no rio Claro, viabilizado em sua gestão com recursos do PAC, foi abandonado pela administração seguinte em favor da Barragem da Prainha, obra que, segundo ele, também não resolveu a crise hídrica.

O ex-prefeito ainda questionou o atual projeto de captação de água no rio Grande, defendido pela prefeita Elisa Araújo como solução definitiva para o abastecimento da cidade. Segundo Anderson, a proposta prevê o mesmo volume de captação do projeto anterior, mas com financiamento internacional em dólar, o que pode gerar endividamento e impactar a tarifa de água.

No fechamento desta edição, a audiência pública ainda não havia terminado.

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