Para tentar resolver imbróglio quanto à concessão do gerenciamento regional do lixo, o novo prefeito de Campo Florido, Alysson Eduardo da Silva, tem reunião marcada com dirigente da Copasa em Belo Horizonte.
Os municípios vinculados à Copasa buscam consenso em relação ao formato para a cobrança dos recursos referentes à taxa de lixo, que é feita juntamente com a conta de água mensal. O contrato de concessão prevê a criação de uma conta independente para recolhimento do montante pago e depois os valores seriam divididos entre cada serviço prestado. Porém, a proposta inicial da estatal seria receber os valores em conta bancária própria e depois repassar à concessionária o montante referente à taxa de lixo. A empresa responsável pela concessão não aceitou o modelo.
Assumindo a Prefeitura de Campo Florido este mês, o novo prefeito afirmou que a Copasa ainda não acenou com a possibilidade de aceitar o formato de cobrança previsto no edital da concessão, mas sinalizou abertura para o diálogo. Com isso, ele pretende mostrar como o modelo está funcionando em Uberaba para o convencimento da estatal.
O gestor da cidade vizinha ressaltou que a concessão resolve a exigência do aterro sanitário, que Campo Florido não teria condições de construir isoladamente. “Aterro sanitário a gente não consegue ter. É economicamente inviável para uma cidade de pequeno porte. A concessão é uma solução praticamente pronta. Temos que tentar ela”, finalizou.
Por enquanto, apenas Uberaba já está sendo atendida pela concessionária do gerenciamento regional do lixo. Diante do impasse com a Copasa, os integrantes do Convale já fizeram um pedido ao Ministério Público para ajudar no processo de articulação com a estatal e destravar a entrada em funcionamento da concessão em mais municípios.