Com a chegada do Carnaval e a permanência prolongada em blocos de rua, camarotes e eventos ao ar livre, um problema comum volta a atingir muitos foliões: as assaduras. A combinação de altas temperaturas, transpiração intensa e atrito entre a pele cria o cenário ideal para irritações, principalmente em regiões de dobra, como virilhas, axilas, parte interna das coxas e abaixo dos seios.
Além de vermelhidão, ardência e dor, a lesão pode comprometer a barreira natural da pele, facilitando infecções por fungos e bactérias. Em casos mais graves, podem surgir bolhas, crostas, secreção e até feridas, o que exige atenção para evitar complicações durante o período festivo.
Caso a irritação apareça no meio da folia, a orientação é higienizar o local com água, secar de forma delicada — sem esfregar — e aplicar pomadas calmantes ou cicatrizantes, quando disponíveis. Se não houver produto adequado, o ideal é manter a área seca e ajustar a roupa para reduzir o atrito.
A prevenção, no entanto, é a melhor estratégia. Especialistas recomendam o uso de roupas leves, de tecidos respiráveis e que não sejam apertadas. Antes de sair de casa, a aplicação de cremes de barreira, como os que contêm óxido de zinco ou dexpantenol, ajuda a proteger a pele. Durante eventos longos, pequenas pausas para higienização e troca de roupas suadas também contribuem para evitar o problema.
Algumas soluções populares nas redes sociais devem ser evitadas. Desodorantes em spray podem conter álcool e fragrâncias irritantes; talcos tendem a se misturar ao suor, formando uma pasta que aumenta o atrito; óleos corporais não criam proteção eficaz; e a vaselina, quando usada em excesso, pode abafar a pele e favorecer a umidade, criando ambiente propício para microrganismos.
Após o surgimento das assaduras, é fundamental manter a região limpa, seca e protegida, além de evitar roupas justas até a recuperação completa. Dor intensa, secreção ou piora da vermelhidão são sinais de alerta para buscar avaliação médica.
Para quem tem tendência ao problema, os cuidados devem continuar mesmo após o Carnaval, com escolha adequada de vestuário, controle do atrito em atividades prolongadas e uso preventivo de cremes de proteção em situações de calor e esforço físico.