MENOR PRODUÇÃO

Queda histórica nas exportações de açúcar pressiona produtores mineiros

Setor enfrenta cenário de transição em 2025, com menor produção e ajustes na estratégia para priorizar o etanol

Débora Meira
Publicado em 09/01/2026 às 07:43
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Apesar da liderança de Uberaba na produção de cana-de-açúcar e do peso de Minas Gerais no agronegócio nacional, o setor sucroenergético enfrentou em 2025 um cenário de redução nas exportações de açúcar. Segundo a análise do presidente da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar em Minas Gerais (Siamig Bioenergia), Mário Campos, o volume exportado caiu 18% no território mineiro e 19% no Brasil em relação a 2024, resultado de fatores combinados como menor produção, atrasos logísticos e queda nos preços internacionais. 

Segundo Campos, que é economista e especialista no setor, a redução não se explica apenas pela oferta, embora houve uma leve queda na produção, o principal impacto veio do fluxo de embarques, que sofreu atrasos no fim do ano, e da desvalorização do açúcar no mercado externo. “Em 2024, os preços estavam em patamares elevados, o que levou a uma concentração maior das exportações naquele período. Já em 2025, com preços mais baixos e próximos ao custo de produção, parte dos embarques foi postergada”, comenta. 

Além do cenário de mercado, fatores climáticos também pressionaram o setor. No ano passado, a Siamig Bioenergia divulgou um levantamento que apontou a queda de 4,5% na produção da cana em Minas e antecipação do encerramento da safra 2025/26, em função da seca registrada em 2024. Diante desse quadro, as usinas mineiras ajustaram suas estratégias: após priorizar o açúcar nos primeiros meses da safra, a tendência passou a ser a migração gradual para um mix mais alcooleiro, com maior foco na produção de etanol

Para Mário Campos, 2025 foi um ano de transição para o setor sucroalcoleiro. A queda nas exportações de açúcar e a redução dos preços internacionais afetaram a rentabilidade dos produtores, mas também indicam uma reconfiguração da cadeia produtiva. “Com Uberaba no topo da produção nacional e Minas mantendo papel estratégico no agronegócio, a expectativa é que o setor busque equilíbrio entre açúcar e etanol nos próximos ciclos, adaptando-se às oscilações do mercado e às condições climáticas”, conclui.

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