Ordem de serviço será emitida hoje para a perfuração de um poço no Recreio dos Bandeirantes e outro no Jardim Espanha
A perfuração de poços profundos é alternativa encontrada pela Codau para amenizar o problema de abastecimento de água na cidade de forma mais urgente (Foto/Arquivo)
A Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) assina nesta sexta-feira (9) a ordem de serviço para perfuração de dois novos poços profundos. Com a obra, a Codau pretende ampliar a capacidade de produção de água a partir do Aquífero Guarani. Um será implantado no Recreio do Bandeirantes, Junto ao Centro de Reservação (CR) 15 e o outro no Jardim Espanha, no CR-16. O valor contratado para cada obra é de R$4,6 milhões.
A medida anunciada acontece após sucessivos picos de consumo e dificuldades de captação no rio Uberaba, principal manancial da cidade, que durante período de estiagem no ano passado, enfrentou forte redução de vazão pelo segundo ano consecutivo.
De acordo com a Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau), atualmente, os cinco poços em operação produzem cerca de 240 litros por segundo, volume considerado essencial para equilibrar o sistema durante períodos críticos. Com os novos poços — além do de Ponte Alta, que está em fase final — a autarquia espera elevar significativamente a oferta.
Em recente entrevista à Rádio JM, o presidente da Codau, Rui Ramos, disse que, além das obras estruturais, a cidade enfrenta problemas recorrentes de falta de reservação adequada em residências, prédios e estabelecimentos comerciais. Segundo ele, muitos imóveis não possuem caixa d’água mínima, reservatório inferior ou bombas automáticas — falhas que agravam os efeitos da queda de pressão durante os rodízios e manobras.
“Tem prédio que não tem nem reservatório embaixo, então, quando a água chega com pouca pressão, não consegue subir. Em algumas casas, a caixa existe, mas não há bomba para levar a água para o reservatório superior. Então, a reservação é fundamental”, reforçou.
A Codau deve insistir em campanhas educativas para que moradores e empresas adotem reservatórios de no mínimo mil litros para até cinco pessoas, além de sistemas adequados de bombeamento.
Rui Ramos lembrou ainda que a capacidade de tratamento do município segue limitada a 1.200 litros por segundo, até que fique pronta a Estação 4, que vai tratar água do rio Grande, quando deve saltar, incialmente para 1.800 litros por segundo, podendo chegar a 2,1 mil l/s em sua plena capacidade de operação. A água extraída dos poços, por sua vez, não passa pela estação, o que possibilita ampliar a oferta sem sobrecarregar a estrutura existente.