
Declaração do ministro Alexandre Padilha indica preocupação do governo com risco de sobrecarga no sistema de saúde (Foto/Alex de Jesus/O TEMPO)
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste sábado (3/1) que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para enfrentar possíveis efeitos do conflito militar na Venezuela, país que faz fronteira com a Região Norte do Brasil.
Segundo o ministro, o governo brasileiro monitora com atenção a possibilidade de um aumento expressivo no fluxo migratório de venezuelanos, o que pode pressionar os serviços públicos nas áreas de fronteira.
Em publicação nas redes sociais, Padilha declarou que, desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, foram mobilizadas a Força Nacional do SUS, equipes de Saúde Indígena e outras estruturas para reduzir os impactos do conflito no sistema de saúde brasileiro. “Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado em solo brasileiro”, escreveu.
O ministro destacou ainda que o SUS em Roraima já sofre reflexos da crise venezuelana e que os investimentos foram ampliados após a suspensão de financiamentos dos Estados Unidos que apoiavam a Operação Acolhida, voltada ao atendimento humanitário de refugiados. De acordo com Padilha, houve reforço de recursos e de profissionais, tanto na capital quanto em áreas indígenas.
Padilha foi o primeiro integrante do governo brasileiro a se manifestar após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump.
Sem mencionar diretamente os envolvidos, o ministro criticou a ação militar. “Nada justifica conflitos que terminam em bombardeios. A guerra mata civis, destrói serviços de saúde e impede o cuidado às pessoas”, afirmou.
Posteriormente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se pronunciou e condenou duramente a ofensiva norte-americana e a captura de Maduro.