
Cartaz da Campanha da Fraternidade 2026, a ser lançada amanhã pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Foto/Divulgação)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza nesta Quarta-Feira de Cinzas (18), o lançamento da Campanha da Fraternidade (CF) 2026, com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Em Uberaba, a Arquidiocese não preparou evento único de lançamento; cada paróquia fará a sua cerimônia durante a celebração de imposição das cinzas, realizada na data que marca o início da Quaresma.
Já a CNBB fará o lançamento oficial em sua sede, em Brasília (DF), no Auditório Dom Helder Câmara, reunindo representantes de pastorais sociais, movimentos populares, organismos e parceiros da Igreja.
Em entrevista às plataformas de comunicação da Arquidiocese de Uberaba, o arcebispo metropolitano, Dom Paulo Mendes Peixoto, falou sobre a campanha da fraternidade.
“Há críticas a respeito de a Campanha da Fraternidade acontecer na Quaresma, dizendo que esse é tempo de oração, e não de tocar em temas sociais. Há também o perigo de separar a espiritualidade da vida concreta. A intenção da CNBB é despertar nas pessoas o exercício da solidariedade. Por isto apresenta temas normalmente urgentes, com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e fraterna. É a prática social da conversão, podendo unir a oração, o jejum e a esmola em ações concretas de amor ao próximo, levando as pessoas a uma transformação na vida social”, ressaltou Dom Paulo.
Conforme a CNBB, a Campanha quer iluminar, à luz do Evangelho, a realidade de milhões de brasileiros que ainda não têm acesso a uma casa adequada. A escolha do tema acolhe sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas e reforça o compromisso histórico da Igreja com a defesa dos direitos sociais e da justiça.
A CF 2026 chama atenção para dados alarmantes da realidade habitacional brasileira: 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Para a Campanha, a casa é a porta de entrada para os demais direitos. Sem moradia, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. Inspirada na Encarnação de Cristo – “Ele veio morar entre nós” –, a proposta convida à conversão pessoal e social.