A articulação para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigue o caso do Banco Master já mobiliza o Congresso Nacional e evidencia como se posicionaram os deputados federais do Triângulo Mineiro.
O requerimento com maior número de assinaturas até o momento é o apresentado por Carlos Jordy (PL-RJ), que superou o mínimo exigido para criação da comissão. Paralelamente, tramitam outros três pedidos: uma CPI na Câmara, uma CPI no Senado e uma segunda proposta de CPMI apresentada por parlamentares de esquerda.
Ao todo, são quatro iniciativas diferentes para apurar o caso. No entanto, a CPMI liderada por Jordy concentra o maior apoio até agora e serve como base para a análise do posicionamento regional.
Como votaram os deputados do Triângulo Mineiro
Considerando exclusivamente o pedido de CPMI apresentado no Congresso Nacional, a maioria da bancada do Triângulo Mineiro assinou o requerimento.
Assinaram:
Não assinaram:
O placar regional indica maioria favorável à instalação da comissão mista de inquérito.
O levantamento também revela divergências dentro das próprias legendas. No Avante, Greyce Elias aderiu ao pedido, enquanto André Janones não assinou. No Solidariedade, Weliton Prado apoiou a CPMI, ao passo que Zé Silva ficou de fora. Já Dandara, do PT, manteve alinhamento com a base governista.
O cenário demonstra que o debate extrapola as linhas partidárias formais e envolve estratégias individuais.
A CPMI é composta por deputados e senadores e precisa do apoio mínimo de um terço dos membros de cada Casa. Embora o número de assinaturas já tenha sido alcançado, a instalação depende da leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso pelo presidente da Casa.
Enquanto isso, as demais propostas seguem em tramitação, o que pode gerar disputa política sobre o formato da investigação.
No recorte regional, a maioria da bancada do Triângulo Mineiro se posicionou a favor da abertura da CPMI, sinalizando alinhamento majoritário à oposição ao governo federal neste tema. Ainda assim, as divisões internas indicam um cenário político fragmentado, com possíveis desdobramentos na atuação parlamentar da região.