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Quais alimentos podem piorar a enxaqueca? Neurologista alerta: gatilhos são individuais

Médica cita exemplos como melancia, banana e cítricos e reforça que jejum e desidratação estão entre os fatores mais comuns

Débora Meira
Publicado em 24/01/2026 às 17:50
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Neurologista Camila Batalha explica que nenhum alimento é gatilho universal e só deve ser evitado quando provoca crises repetidas e consistentes no mesmo paciente (Foto/Divulgação)

Alguns alimentos são frequentemente associados ao desencadeamento de crises de enxaqueca. A neurologista Camila Batalha explica que a alimentação influencia a doença de forma individual e multifatorial, não atuando de maneira isolada. Segundo a médica, fatores ambientais e comportamentais também têm papel importante na ocorrência das crises.

Conforme a neurologista, mesmo alimentos considerados saudáveis podem provocar sintomas em pessoas sensíveis. “A melancia, por exemplo, é rica em nitratos, que podem favorecer a vasodilatação cerebral, enquanto a banana nanica e as frutas cítricas contêm substâncias associadas à enxaqueca em indivíduos predispostos”, comenta.

A médica ressalta que nenhum alimento é gatilho universal e só deve ser evitado quando provoca crises repetidas e consistentes no mesmo paciente. A identificação desses gatilhos é dificultada pelo intervalo entre o consumo do alimento e o início da crise, que pode variar de minutos até 24 horas. “Por isso, o uso de um diário alimentar associado ao registro das crises é uma estratégia eficaz para reconhecer padrões individuais”, aconselha.

Ainda segundo a neurologista, mudanças na alimentação podem auxiliar na prevenção, especialmente com uma dieta equilibrada, redução do consumo de ultraprocessados e atenção aos horários das refeições. A médica alerta que longos períodos em jejum e a desidratação estão entre os gatilhos mais comuns, já que a queda da glicemia e a falta de água interferem nos mecanismos cerebrais ligados à dor.

A neurologista também chama atenção para mitos comuns, como a eliminação indiscriminada de alimentos ou a adoção de dietas extremamente restritivas. Segundo ela, essas práticas costumam ser ineficazes e podem gerar estresse, ansiedade e deficiências nutricionais. “O controle da enxaqueca envolve vários pilares, como alimentação saudável, hidratação adequada, qualidade do sono, manejo do estresse, prática de atividade física e acompanhamento médico”, destaca.

A médica destaca que a sensibilidade alimentar varia de pessoa para pessoa e que ajustes na alimentação, isoladamente, raramente são suficientes para controlar a enxaqueca. Estratégias como a dieta mediterrânea e, em situações específicas, abordagens low carb ou cetogênicas podem contribuir para a redução das crises, sempre com orientação médica.

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